O Brasil tem um dos maiores mercados de náutica recreativa da América do Sul, com cerca de 320.000 embarcações registradas e uma base de fabricação concentrada no sul e sudeste. Curitiba e o corredor São Paulo–Santos são onde está a maior parte da atividade de design e produção.
Isso não é amplamente conhecido fora da América do Sul. A indústria internacional de design de iates tende a olhar para a Itália, os Países Baixos, o Reino Unido e os EUA como pontos de referência padrão. Estúdios brasileiros operam em grande parte abaixo desse radar — o que cria tanto um desafio quanto uma abertura.
A indústria
Os estaleiros brasileiros vão desde pequenas oficinas de fibra de vidro que produzem barcos de pesca de alumínio até empresas de médio porte que constroem sport cruisers de 12 a 16 metros para os mercados doméstico e de exportação. A maioria dos estaleiros brasileiros opera em faixas de preço abaixo do que os estaleiros do Norte Europeu cobram, o que é uma vantagem real em mercados onde a qualidade de construção é equivalente, mas o orçamento é uma restrição.
O trabalho de design segue a fabricação. O mercado brasileiro gera demanda consistente por design exterior e de interiores em embarcações de produção na faixa de 7 a 16 metros — lanchas esportivas, consoles centrais, motoryachts e catamarãs. O volume não está em superiatese, mas em embarcações de produção onde um design é construído em 50 ou 100 cascos.
Trabalhando internacionalmente a partir do Brasil
A questão prática é se a distância geográfica é uma barreira real para trabalhar com clientes na América do Norte, Europa ou Oriente Médio. Para a maior parte do que fazemos, não é.
Arquivos 3D viajam como anexos de e-mail. Videochamadas substituem visitas ao local para a maioria das etapas de revisão. A única coisa que exige presença física é a revisão de protótipos e reuniões com o cliente durante a construção, que em projetos internacionais agendamos em marcos definidos, não de forma ad hoc.
A diferença de fuso horário com a Europa (o Brasil é UTC-3) significa que um dia de trabalho típico tem uma sobreposição de 3 a 4 horas com a Europa Ocidental e 5 a 6 horas com a Europa Central. Isso é suficiente para conduzir revisões síncronas sem ajustes incomuns de agenda.
Como isso funciona na prática
A maioria dos nossos projetos internacionais começa por indicações ou pelo Behance e Instagram. Um estaleiro em um país vizinho encontra o portfólio e nos contata sobre um novo modelo. Ou um proprietário privado vê uma embarcação similar online e quer o mesmo tratamento para um novo projeto ou refit.
O briefing chega, o escopo é acordado, o contrato é assinado. Depois é o mesmo processo de qualquer outro projeto: modelagem do casco, iteração de layout, documentação. O fato de o cliente estar a 9.000 quilômetros de distância não muda o que um bom design exterior exige.
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